Av. República Argentina 4307, Curitiba - PR

Qual a cama ideal para crianças de 2 anos?

Foto de dezembro 9, 2025
dezembro 9, 2025

Chega um momento na vida de todo pai e mãe em que o berço, tão seguro nos primeiros meses, começa a parecer pequeno demais. Aos 2 anos, seu bebê já caminha com firmeza, sobe no sofá, abre gavetas (às vezes as erradas!) e começa a testar os limites do mundo… e os seus também. É nessa fase que muitos pensam: será que já está na hora de mudar para uma cama de verdade?

Entre camas tradicionais, box, bicamas, bases simples e camas montessorianas, a dúvida é mais do que natural: o que é seguro, funcional e ainda respeita o ritmo da criança nessa fase tão sensível?

Vamos conversar sobre cada uma dessas opções, como especialistas e como quem já passou por essa mesma dúvida há pouco tempo.

Cama tradicional: familiar mas exige adaptação

A cama tradicional, aquela com estrado, colchão e, muitas vezes, grades laterais removíveis, é a mais parecida com a que os adultos usam. Pode ser uma boa transição se ela for baixa e tiver proteção contra quedas (como uma grade de um lado).

O grande desafio aqui é a altura. Aos 2 anos, a coordenação motora ainda está em desenvolvimento, e uma queda no meio da noite pode assustar tanto a criança quanto os pais. Por isso, se optar por esse modelo, escolha versões mais próximas do chão e evite colchões muito macios, que dificultam a criança a se levantar sozinha.

Box: elegante mas nem sempre prática

O box é aquele conjunto com base e colchão integrados, muitas vezes com gavetas ou design mais sofisticado. Visualmente é lindo mas pode ser alto demais para uma criança de 2 anos. Subir e descer sozinha vira um desafio, e o risco de tropeços aumenta.

O box também costuma ter colchões mais densos e firmes, pensados para adultos. Isso não é necessariamente ruim (crianças também precisam de suporte), mas o conjunto como um todo pode não ser o mais acessível para quem ainda está aprendendo a ter autonomia no quarto.

Bicama: prática mas exige cuidado

Se você tem (ou planeja ter) mais de uma criança, a bicama com uma cama em cima da outra parece uma solução para espaço. O problema é que, aos 2 anos, a cama de cima é totalmente inviável. Até os 6 anos, pediatras e especialistas em segurança infantil não recomendam que crianças durmam em beliches superiores.

Isso não significa que a bicama está descartada, mas nessa idade a criança deve ficar sempre na cama de baixo, e a de cima só ser usada quando for mais velha. Vale considerar, então, se vale o investimento agora ou se é melhor esperar um pouco.

Base simples: funcional mas sem encantos

Uma base de madeira com colchão é uma opção econômica e direta. Ela resolve o básico: oferece um lugar seguro para dormir, perto do chão, fácil de acessar. Muitos pais usam isso como transição rápida do berço para a “cama de gente grande”.

A desvantagem? Pode parecer muito utilitário, sem criar um cantinho acolhedor ou estimulante para a criança. Mas, se o orçamento está apertado ou você prefere algo temporário, é uma alternativa válida desde que o colchão seja de boa qualidade e a base esteja firme.

Cama montessoriana: liberdade

Por fim, a queridinha de muitos pais que buscam autonomia e respeito ao ritmo da criança: a cama montessoriana. Trata-se, basicamente, de um colchão diretamente no chão ou sobre uma base bem baixa (sem estrutura alta, grades ou barreiras). A ideia, inspirada na filosofia Montessori, é permitir que a criança entre e saia da cama quando quiser, promovendo independência e segurança.

Aos 2 anos, essa opção faz muito sentido. A criança já tem mobilidade, curiosidade e desejo de escolha, e a cama montessoriana responde a isso com simplicidade. Ela reduz o risco de quedas, estimula a autorregulação do sono e se integra facilmente ao ambiente (até vira “ilha” para brincadeiras durante o dia!).

O segredo? Preparar bem o espaço ao redor. Como a criança pode sair da cama a qualquer momento, o quarto precisa ser seguro: tomadas protegidas, móveis fixados na parede, objetos pequenos fora do alcance. A liberdade só funciona com um ambiente preparado.

Qual cama escolher para meu filho de 2 anos?

Não existe uma resposta universal mas vou te fazer uma pergunta chave que pode te guiar na sua escolha:
“O que essa cama oferece ao meu filho hoje em termos de segurança, autonomia e descanso?

Se o seu objetivo é facilitar a transição com calma, respeitando o desenvolvimento motor e emocional dos 2 anos, a cama montessoriana ou uma base baixa com proteção lateral costumam ser as mais alinhadas com essa fase. Já as opções mais altas (box, bicama, cama tradicional elevada) podem esperar alguns meses ou ser adaptadas com um maior cuidado.